A Coreia do Sul consolidou-se como um importante exportador de defesa global, impulsionada pela necessidade de autonomia militar frente à Coreia do Norte. O país expandiu sua produção de sistemas de médio porte, alcançando mercados europeus e do Oriente Médio com equipamentos modernos.
Apesar de manter um setor de defesa robusto para proteger-se de um regime beligerante, governos sul-coreanos focaram na exportação de armamentos na última década. Embora ainda compre itens de alta tecnologia dos Estados Unidos, fabricantes locais se especializaram em sistemas de armas de médio porte, entregues com agilidade e custo competitivo.
O míssil de médio alcance superfície-ar Cheongung-II, por exemplo, foi projetado para interceptar mísseis balísticos e aeronaves a até 40 quilômetros. O sistema alcançou taxa de interceptação de 96% em testes no Oriente Médio, e a Coreia do Sul vendeu dez baterias aos Emirados Árabes Unidos em 2022. Em 2025, as exportações de armamentos sul-coreanos totalizaram 15,4 bilhões de dólares, segundo a Administração do Programa de Aquisição de Defesa (DAPA).
A Europa tornou-se um mercado chave, com a Polônia sendo a maior compradora. Varsóvia encomendou 364 obuseiros K9 Thunder e 360 tanques K2 Black Panther. Analistas apontam que a capacidade de produzir equipamentos de qualidade em pouco tempo e a preços acessíveis atrai compradores que buscam reduzir a dependência de fornecedores tradicionais.

