Uma professora de 32 anos denunciou ter sofrido racismo na Beira-Mar, em Fortaleza, na última sexta-feira (10). Uma ciclista idosa teria dito que ela deveria correr na Barra do Ceará, em vez de na Aldeota, ao dividirem o espaço na orla.
A docente relatou que a ofensa ocorreu na altura da Praia do Náutico. Ao dividir a faixa compartilhada entre ciclistas e corredores, a ciclista teria proferido a frase: “Pessoas como você não deveriam estar correndo na Aldeota, deveriam estar correndo na Barra do Ceará”. A professora interpretou a associação a ela, como mulher negra, com um bairro periférico como um ato racista.
Após a fala, houve uma discussão entre as duas. A professora pediu ajuda aos pedestres para chamar a polícia, mas as testemunhas acolheram a ciclista idosa. Posteriormente, ambas foram encaminhadas à Delegacia de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou Orientação Sexual (Decrin), onde foi registrado um boletim de ocorrência.
A Polícia Civil confirmou que investiga a denúncia de injúria racial. A professora afirmou que o caso demonstra como o racismo afeta pessoas negras, independentemente de sua condição financeira, e que a injúria racial é equiparada ao crime de racismo no Brasil desde 2023.

