Os Correios suspenderam o fechamento de agências e outras medidas do plano de reestruturação em julho, em resposta à ameaça de greve dos servidores. A decisão ocorre enquanto a estatal busca um novo empréstimo de R$ 7 bilhões para reverter resultados negativos.
O plano de reestruturação, apresentado no ano passado como condição para um empréstimo de R$ 12 bilhões do Tesouro Nacional, foi parcialmente interrompido. A estatal suspendeu o corte de unidades, a retirada de gratificação de R$ 500 para quem atende o público e a implementação de um sistema de mapeamento de recursos.
A suspensão, que a empresa classificou como temporária, visa permitir que entidades representativas dos trabalhadores apontem distorções nas medidas. A direção, comandada por Emanoel Rondon, busca o novo aporte financeiro para reverter o quadro de prejuízos, visto que a estatal fechou 2025 com um rombo de R$ 8,5 bilhões.
Das 1.000 unidades previstas para redução, 256 já tiveram suas atividades encerradas, medida que visava economia de R$ 2,1 bilhões. A suspensão também abrange a interrupção da retirada de remunerações relativas ao Adicional de Atendimento em Guichê – AAG e Quebra de Caixa.

