O debate sobre a longevidade dos atletas brasileiros reacendeu-se com a situação de jogadores como Neymar. Enquanto alguns astros estrangeiros disputam competições em idades avançadas, muitos nomes nacionais parecem encerrar o auge mais cedo, levantando questionamentos sobre os fatores determinantes.
A comparação entre jogadores brasileiros e figuras como Messi e Cristiano Ronaldo, que competiram em idades mais avançadas, evidencia a questão. Casos como Ronaldo, que teve sua carreira impactada por lesões graves nos joelhos, e Adriano, que não foi convocado em certas ocasiões, ilustram a precocidade do declínio em alguns casos. Romário, por exemplo, jogou sua última Copa aos 28 anos.
Para Filipe Mostaro, professor de Comunicação da UERJ, o fator psicológico e comportamental é crucial. Ele afirmou que a pressão precoce e o ciclo de altos e baixos na profissão nacional podem tornar insustentável uma carreira mais longa. A rotina extenuante leva alguns atletas a priorizar a vida após o estrelato.
Em contrapartida, a ciência do esporte avançou, permitindo maior longevidade. O “treinamento invisível” — cuidados fora do centro de treinamento, como sono e alimentação — tornou-se decisivo. Nutricionistas apontam que dietas rigorosas, como a adotada por Messi, potencializam a recuperação e a saúde a longo prazo.


