O Plano Brasil Soberano destinará linhas de crédito aos setores atingidos pelo tarifaço sem gerar impacto fiscal, declarou Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os recursos, segundo ele, retornaram ao Tesouro Nacional após não serem contratados anteriormente, e serão usados agora para apoiar as empresas.
Elias Rosa explicou que os valores em questão saíram do Tesouro e foram ao BNDES, mas não foram empregados, voltando aos cofres públicos. “Impacto fiscal zero, nenhum”, afirmou o ministro. Representantes de 22 setores se reuniram com o governo entre segunda e terça-feira, e a principal demanda apresentada foi por crédito em condições mais favoráveis.
Para definir os beneficiados e os valores, o governo criará um comitê com membros do MDIC, da Fazenda, do Planejamento e da Casa Civil. O limite disponível para o programa é de R$ 13 bilhões a R$ 18,5 bilhões, mas o uso total não é obrigatório. O acesso ao crédito dependerá de critérios objetivos, como o grau de exposição das empresas ao mercado americano e a redução de margem operacional.

