Um dividendo anual inicial de US$ 27.000 pode se transformar em US$ 66.000 em pouco mais de dez anos apenas com o aumento dos pagamentos, sem necessidade de novos aportes, segundo análises de mercado. Essa estratégia de crescimento de dividendos demonstra que a evolução do rendimento futuro pode ser mais relevante que o rendimento atual.
A lógica do investimento em crescimento de dividendos reside na capacidade de reajuste dos pagamentos. Com uma taxa de crescimento anual de 8%, a renda investida dobra em cerca de nove anos. Para atingir o patamar de US$ 27.000 com um rendimento de 3,5% (nível conservador), é necessário um capital investido de aproximadamente US$ 771.400. Este nível é considerado o mais viável para alcançar o crescimento projetado.
Em contraste, o nível agressivo, com rendimento de 12%, exige apenas US$ 225.000 para gerar os US$ 27.000 iniciais. Contudo, esse modelo apresenta riscos maiores, como cortes de distribuição e erosão do principal. A imprensa internacional aponta que rendimentos muito altos hoje podem sacrificar o poder de compra futuro, especialmente diante da inflação, que atingiu 3,4% no índice PCE núcleo em maio de 2026.
Empresas como a Johnson & Johnson e a Procter & Gamble exemplificam o modelo de crescimento. A Johnson & Johnson, por exemplo, aumentou seu dividendo por 64 anos consecutivos, elevando o pagamento de US$ 0,28 em 1999 para US$ 1,34 em 2026, mesmo com um rendimento atual de apenas 2%. Isso mostra que o crescimento do dividendo funciona como um reajuste automático da renda.

