Nos Estados Unidos, crianças e bebês estão sendo introduzidos ao universo dos investimentos por meio de plataformas financeiras e programas com benefícios fiscais. O movimento, que atrai futuros investidores desde cedo, é impulsionado por ferramentas simplificadas e incentivos governamentais.
A tendência reflete uma mudança no cenário financeiro americano, onde empresas como a Acorns Early disputam o público jovem com aplicativos simplificados. O programa ‘contas Trump’ exemplifica essa movimentação, oferecendo vantagens fiscais para menores de idade. O governo norte-americano anunciou um aporte inicial de US$ 1 mil para milhões de bebês nascidos durante a administração do presidente Donald Trump.
Este aporte inicial pode crescer para US$ 243 mil aos 55 anos, dependendo dos retornos do mercado financeiro. Especialistas apontam o efeito dos juros compostos como principal benefício de começar cedo. No entanto, críticos, como Ismael Cid-Martinez, afirmam que a iniciativa beneficia majoritariamente famílias com capacidade de poupar, podendo aumentar desigualdades.
Enquanto algumas plataformas promovem o aprendizado prático, outras especialistas, como Mallory Baska, aconselham que os pais equilibrem o investimento nos filhos com sua própria segurança financeira. Apesar das críticas, mais de 6 milhões de crianças já foram cadastradas nessas contas.

