Crimes digitais contra crianças e adolescentes migraram da madrugada para o período da tarde durante as férias escolares, segundo dados do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Polícia Civil de São Paulo. A mudança de padrão ocorreu entre 15 de junho e 15 de julho, período em que as aulas foram interrompidas.
A delegada responsável pelo órgão informou que, antes do recesso, os agentes detectavam uma média de cinco casos diários de indução a automutilação, suicídio ou estupro envolvendo menores, concentrados no final da noite e nas primeiras horas do dia. O órgão atua contra ilegalidades cometidas no Brasil e no exterior.
No período de interrupção das aulas, a quantidade de registros não apenas dobrou, como também alterou o horário de ocorrência. Os dados apontam para uma nova dinâmica dos delitos online contra o público infanto-juvenil.

