A adaptação de ‘A Odisseia’, dirigida por Christopher Nolan, alcança bilheteria superior a US$ 650 milhões mundialmente, mas enfrenta críticas severas sobre a fidelidade ao texto clássico. Especialistas apontam falta de profundidade e enfraquecimento de personagens femininas na versão cinematográfica.
O filme, que utiliza tecnologia IMAX, tem sido alvo de questionamentos por parte de acadêmicos. O professor e linguista Cláudio Moreno, por exemplo, levantou dúvidas sobre a física da cena do Cavalo de Troia e a variação das marés no Mediterrâneo, citando que a lei da gravidade funciona na Antiguidade mítica.
A tradutora Emily Wilson também criticou a narrativa, afirmando que faltou densidade psicológica, emocional, política e ética, comparando a obra a uma “queima de fogos de artifício”. Wilson e Moreno apontaram que as personagens femininas foram reduzidas, com a participação de Circe e Calypso sendo diminuída na adaptação.
Além disso, a professora Wilson reclamou que as motivações dos personagens não são convincentes, questionando se o desejo de voltar para casa ou evitar um cíclope justifica as ações. Apesar das críticas, a adaptação é reconhecida por ter cenas de ação e um visual impressionante, segundo Moreno.


