O crescimento da popularidade dos veículos elétricos, impulsionado por fatores globais, coloca em foco as baterias, componente mais caro e vulnerável. Críticos questionam riscos de incêndios e impactos ambientais da mineração, enquanto especialistas apontam inovações tecnológicas e a necessidade de maior transparência nas cadeias de suprimento.
As vendas de veículos elétricos registraram aumentos expressivos globalmente. Na Austrália, as vendas saltaram mais de 150% em abril, e na região Ásia-Pacífico, o crescimento foi de 80% nos três primeiros meses de 2026, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). Apesar do avanço do setor, as baterias continuam sendo um ponto de vulnerabilidade. Críticos alegam que as baterias de íons de lítio podem pegar fogo, mas especialistas contestam, afirmando que veículos a combustão apresentam maior propensão a incêndios.
As preocupações ambientais concentram-se na mineração de minerais como cobalto e níquel, essenciais para as baterias, especialmente na República Democrática do Congo (RDC). Embora reportagens tenham exposto condições precárias em minas, especialistas apontam que a indústria reagiu, migrando para tecnologias como o fosfato de ferro-lítio (LFP), que dispensa o cobalto. Além disso, composições mais baratas, como as de íons de sódio, estão chegando ao mercado.
Em relação à demanda futura, o Fraser Institute afirmou que seriam necessárias cerca de 400 novas minas de minerais críticos. Contudo, a AIE declarou que as reservas geológicas conhecidas são suficientes para a demanda de longo prazo, embora a concentração da produção na China represente um risco para as cadeias globais de suprimento. Especialistas defendem que a resposta adequada não é romantizar a tecnologia limpa, mas sim comparar os sistemas de forma honesta e melhorar a gestão das novas cadeias de suprimento.

