Mais de 70% das instalações hoteleiras de Cuba estão fechadas, segundo o primeiro-ministro Manuel Marrero, devido às pressões dos Estados Unidos. A situação gerou uma paralisação quase total do setor, considerado estratégico para a economia cubana.
Marrero declarou perante o Parlamento que os impactos da falta de combustível e das sanções provocaram a paralisação dos serviços turísticos. Ele informou que sete redes hoteleiras deixaram de operar no país, administrando 46% dos quartos hoteleiros cubanos.
A saída desses grupos internacionais deixou cerca de 25 mil trabalhadores em situação de vulnerabilidade, conforme o balanço apresentado pelo governo cubano. O turismo representa a segunda maior fonte de divisas do país e, até janeiro, empregava mais de 300 mil pessoas.
O bloqueio ao fornecimento de combustível, imposto em janeiro, já havia gerado a pior crise econômica e energética em décadas. Além disso, sanções contra autoridades e empresas cubanas intensificaram a pressão, levando companhias aéreas de diversos países a suspender voos para a ilha.

