Cuba registrou seu terceiro apagão nacional em 2026, causando desespero na população. O incidente ocorre em meio a cortes de energia drásticos impostos pelo Estado e à escassez de combustível decorrente do bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos.
A empresa de energia Unión Eléctrica (UNE) informou que houve uma desconexão total do sistema elétrico nacional e que investigava as causas. Até o final da tarde, a capital cubana, Havana, cobria apenas 1% da demanda de energia. Este é o oitavo apagão na ilha desde o final de 2024.
O colapso energético se intensifica enquanto o Estado impõe cortes severos, com períodos de 30 horas em partes de Havana e 70 horas em áreas rurais, numa tentativa de economizar combustível. O bloqueio de combustíveis, iniciado por Washington em janeiro, esgotou os estoques das usinas termelétricas, que são majoritariamente obsoletas da era soviética.
A crise ultrapassa a esfera energética. A falta crescente de alimentos, água potável e medicamentos levou as Nações Unidas a alertar uma emergência humanitária. O regime cubano afirma resistir a invasões, enquanto o Departamento de Estado dos EUA descarta planos de reformas de livre mercado, exigindo mudanças políticas mais substanciais.

