Comunidades bloquearam ou atrasaram pelo menos 75 projetos de data centers de inteligência artificial, avaliados em cerca de US$ 130 bilhões, no primeiro trimestre de 2026. Mark Cuban afirmou que essa resistência não se deve à infraestrutura, mas sim ao ódio que o público nutre pela IA e pela concentração de riqueza que o setor gera.
Cuban declarou que a luta contra os data centers se tornou um substituto para o sentimento negativo contra a IA. Segundo ele, o setor perdeu a batalha de relações públicas por não priorizar as necessidades das comunidades. Ele comentou: “Um de meus aprendizados é que ser odiado não é bom para os negócios”.
A insatisfação pública tem raízes concretas, como o aumento dos cortes de empregos nos EUA, que atingiram quase 40% em maio de 2026, citando a IA como principal motivo, segundo Challenger, Gray & Christmas. Pesquisas indicam que 71% dos americanos se opõem a data centers próximos às suas residências, devido a preocupações com consumo de energia, água e poluição.
Apesar do cenário de riscos regulatórios, Cuban mantém otimismo na IA, sugerindo que as empresas devem realizar visitas comunitárias para entender as demandas locais. Ele defende que o investimento em programas comunitários deve ser visto como um custo operacional para as grandes empresas de IA.

