A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão de seis pessoas ligadas à cúpula do Instituto Rio Metrópole (IRM) por desvio de R$ 86 milhões em contratos. A operação, conduzida pelo Ministério Público do Rio (MPRJ), aponta que o órgão foi transformado em um instrumento de enriquecimento privado.
O juiz titular da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, Marcello Rubioli, descreveu o caso como um ataque aos cofres públicos, afirmando que o Estado do Rio de Janeiro chegou a um ponto crítico. Segundo o MPRJ, o IRM, criado para formular políticas de integração em setores como saneamento e mobilidade, foi cooptado por uma organização criminosa.
Entre os detidos estão o presidente da autarquia e fiscais de contratos. A investigação, realizada pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf) do MPRJ, alcançou a fiscal de contratos, conhecida como “Mulher da Mala”. Além dela, foram presos um procurador-geral da autarquia e outro fiscal de contratos.
O esquema de desvio envolveu contratos firmados entre julho de 2022 e maio de 2026. Valores pagos a empresas foram transferidos para a conta do Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), presidido por uma das detidas. O dinheiro era então sacado em espécie, totalizando R$ 3,02 milhões em 13 saques entre maio de 2025 e janeiro de 2026.

