A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) permitiu o avanço da oferta pública de aquisição de ações da Brava Energia, o que elevou a expectativa sobre uma possível Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Oncoclínicas. A decisão, tomada em reunião na terça-feira (14), acolheu recurso da Brava Energia e suspendeu uma determinação anterior.
A CVM acolheu o recurso apresentado no âmbito da oferta da Ecopetrol pela Brava Energia, tornando sem efeito a suspensão anterior. Com isso, a Ecopetrol deve publicar um aditamento ao instrumento da oferta para atender exigências técnicas e definir uma nova data para o leilão. Se concluída, a operação pode levar a Ecopetrol ao controle da Brava Energia.
O mercado observou a decisão pois a CVM também analisa a estrutura acionária da Oncoclínicas e a necessidade de uma OPA. A discussão foca se os movimentos de acionistas representaram reorganização ou alteração que justificaria oferta aos demais investidores.
A leitura favorável à Oncoclínicas é que a decisão sobre a Brava Energia permite ao colegiado avaliar cada operação de forma autônoma. Contudo, a análise do caso da companhia de saúde dependerá dos documentos e circunstâncias específicas dela, e não terá efeito automático.

