O avanço da inteligência artificial e da computação em nuvem exige infraestrutura física intensiva em capital, impulsionando investimentos globais em data centers. O Brasil se consolida como destino estratégico para esses aportes devido à sua matriz energética renovável e pontos de conectividade chave.
A demanda por centros de processamento de dados cresce exponencialmente. Segundo o JPMorgan, as despesas de capital globais no segmento de IA podem chegar a US$ 5,5 trilhões até 2030. Analista de fundos da XP, Clara Sodré, afirmou que essa combinação transformou os centros de processamento de dados em uma das principais teses de infraestrutura global para a próxima década.
O consumo de eletricidade é um fator crítico. A Agência Internacional de Energia projeta que o consumo global de data centers pode dobrar até 2030, atingindo cerca de 445 TWh anuais. No exterior, surgem limites de oferta de energia, o que direciona o fluxo de capital para o mercado brasileiro.
O interesse internacional no Brasil se justifica pela oferta de energia limpa, com cerca de 87% da matriz elétrica proveniente de fontes renováveis. Em Fortaleza, Ceará, a cidade atua como ponto de amarração de cabos submarinos, sendo um ponto de entrada estratégico para fluxos de dados globais. Em São Paulo, a contratação antecipada de capacidade energética por grandes empresas como Amazon e Google garante previsibilidade aos investidores.

