Um levantamento realizado entre 18 e 20 de julho de 2026 mostrou que a decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, de proibir contato entre o senador e seu pai, o ex-presidente, divide a opinião pública brasileira. Dos eleitores que souberam da medida, 45% a consideraram correta, enquanto 42% a avaliaram como errada.
A determinação de Moraes, que veta contatos entre os dois até após o primeiro turno das eleições, foi tomada em 13 de julho. O ministro considerou que houve descumprimento de medidas cautelares após o senador publicar vídeo lendo carta do pai, reforçando apoio à pré-candidatura presidencial. A defesa do ex-presidente contestou a decisão, afirmando que ele não tinha ciência de que o senador divulgaria o documento em redes sociais.
Em 17 de julho, Moraes manteve a proibição de visitas do senador até depois do primeiro turno e limitou encontros de outras pessoas por um mês. O ministro decidiu que o ex-presidente desrespeitou a medida cautelar, que é requisito para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária. A defesa recorreu da decisão, alegando que ela é “manifestamente desproporcional” e que não é possível restringir a relação entre pai e filho.
A percepção sobre a medida varia por perfil. Mulheres aprovaram a determinação em 50% dos casos, enquanto entre os homens, 47% a consideraram errada. O Nordeste foi a região que mais endossou a proibição, com 54% a considerando correta, segundo o levantamento.

