A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (2) que ele não cometeu falta grave em episódio de arma apreendida durante uma blitz em Taguatinga. Em resposta ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados referendaram a investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) sobre o caso.
A PCDF informou a Moraes, em relatório enviado na quarta-feira (1º), que indiciou apenas o agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) por suspeita de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Segundo a corporação, Bolsonaro não cometeu crime no episódio. Os advogados de Bolsonaro disseram que os elementos produzidos reforçam a inexistência de falta grave e a regularidade do registro da arma.
A defesa reiterou o pedido de manutenção da prisão domiciliar. Paralelamente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favorável à continuidade do cumprimento da pena de 27 anos e três meses em casa, mas defendeu a apreensão da pistola.
O episódio ocorreu em 15 de junho, quando um agente da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) encontrou uma pistola no carro oficial da Presidência da República. O agente do GSI, que trabalhava para o ex-presidente, relatou que o equipamento pertencia ao capitão da reserva. A defesa argumentou que a arma estava inoperante, pois o sistema de percussão foi removido, medida adotada devido às medicações psiquiátricas do ex-presidente.

