A defesa de Sheila Soares, ex-presidente do Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego), obteve uma liminar judicial para remover um vídeo que circulava nas redes sociais. O material apresentava dados de auditoria do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre supostas irregularidades na gestão, mas a defesa alegou omissão de informações.
A ação judicial, movida pelo advogado Diogo Jorge, teve início após a divulgação do vídeo na última quarta-feira, dia 15, pelo ex-conselheiro federal por Goiás, Marcelo Prado. O conteúdo expunha irregularidades apontadas em representação feita ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério Público Federal (MPF) em 2025.
Segundo a defesa, a publicação omitiu o andamento do processo administrativo. O advogado Diogo Jorge esclareceu que o vídeo não mencionava a manifestação do corpo jurídico do CFM pela suspensão da exigibilidade de cobrança, o que gerou interpretações equivocadas sobre uma suposta condenação. A decisão judicial também garantiu acesso à defesa nos autos e reabriu prazo para a apresentação de defesa individualizada.
O Cremego já havia se manifestado sobre o tema, afirmando que todos os pagamentos feitos a conselheiros e diretores seguem as resoluções da instituição e estão disponíveis para consulta pública no Portal da Transparência.

