A defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afaste qualquer falta grave referente ao episódio da arma apreendida em blitz. O pedido, protocolado em 2 de julho, requer a manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente.
Os advogados fundamentam o pedido em parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), datado de 1 de julho. Segundo a defesa, as conclusões da autoridade policial da 17ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal corroboram os argumentos apresentados por Bolsonaro.
O inquérito policial reconheceu que o ex-presidente possuía registro válido da arma de fogo e que não havia restrições conhecidas para sua guarda regular na residência. A investigação afastou a materialidade e a conduta dolosa de eventual crime, apontando que a retirada do armamento foi iniciativa exclusiva de um servidor.
A PGR considerou não haver falta disciplinar e manifestou-se pelo prosseguimento da prisão domiciliar. A defesa reitera que Bolsonaro não tem interesse na restituição da arma, pedindo que Moraes reconheça os elementos do inquérito e afaste definitivamente qualquer cogitação de falta grave.

