A defesa de um filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou pedidos de arquivamento do inquérito da Polícia Federal sobre o esquema no INSS. A PF indiciou 48 pessoas no primeiro procedimento, mas informou ao ministro André Mendonça que a análise dos dados só avançará no próximo ano.
Os advogados do investigado sustentam que não há elementos que justifiquem a continuidade da apuração e defendem o encerramento rápido do caso. Segundo a defesa, o filho do presidente não tem envolvimento com os fatos investigados e está sendo mantido em inquérito sem provas concretas.
A defesa tentou agendar reunião com o diretor-geral da PF para apresentar argumentos contra a manutenção da investigação. Contudo, o encontro não ocorreu por dificuldades de agenda da corporação. A PF comunicou ao ministro relator do Supremo Tribunal Federal que a compilação e avaliação dos dados da Operação Sem Desconto levará mais tempo.
A situação do investigado, que responde em liberdade, pode ficar em segundo plano em relação a casos com medidas cautelares restritivas. A demora na conclusão das apurações gera preocupação no entorno político do presidente, que avalia o desgaste eleitoral do andamento lento.

