O mercado imobiliário espanhol apresenta um déficit de 750.000 moradias, segundo o Banco de Espanha. Contudo, essa carência não é generalizada, concentrando-se em grandes centros urbanos, como Madrid, enquanto outras províncias registram excesso de imóveis.
A distribuição da escassez revela dois cenários residenciais opostos. A falta de casas em Madrid, por exemplo, equivale à registrada em 30 províncias com menor pressão imobiliária no país. Seis províncias concentram mais da metade desse déficit: Madrid, Barcelona, Valencia, Alicante, Murcia e Málaga.
O contraste é ilustrado por situações extremas. Enquanto uma profissional de saúde em Madrid precisa dividir apartamento para arcar com o aluguel, um morador em Soria mantém uma casa familiar vazia há anos, sem compradores ou acordo familiar para sua destinação.


