Uma delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) segue afastada por licença médica após ser investigada por suposto peculato. A servidora renovou seu afastamento por mais 25 dias, conforme publicação no Diário Oficial do Estado, enquanto o caso segue sob apuração.
O crime de peculato, previsto no Código Penal, ocorre quando um servidor público se apropria, desvia ou utiliza bens e recursos públicos em benefício próprio ou de terceiros. Segundo um advogado especialista em Direito Público, a delegada teria se apropriado do veículo da corporação ao emprestá-lo ao esposo, fora das hipóteses de uso em serviço.
O marido da delegada foi preso em flagrante em 10 de março, após ser abordado dirigindo a viatura descaracterizada da PCMG em Belo Horizonte. A abordagem ocorreu durante uma operação da Casa Corregedora da PCMG, motivada por denúncias de uso indevido do carro oficial para fins pessoais.
Apesar da prisão, a servidora e o marido foram soltos em 11 de março mediante fiança. A delegada, que recebe um rendimento líquido de R$ 16.315,29, permanece afastada, recebendo seus proventos. O advogado explicou que a punição pode ocorrer nas esferas administrativa, cível e penal.

