O mercado de cargas da América Latina enfrenta uma demanda crescente em ritmo mais acelerado que a expansão da capacidade logística, gerando uma alta temporada precoce. Segundo relatórios da DHL Global Forwarding, o transporte aquaviário e aéreo registram avanços significativos em demanda e tarifas em comparação com 2025.
O modal aquaviário mostra rotas entre Ásia e América Latina sob forte pressão, com taxa de ocupação de 98% das embarcações. O Índice de Frete de Contêineres de Xangai, um indicador de tarifas globais, está 84% acima do valor do ano passado. As tarifas para a Costa Oeste da América Latina acumularam alta de 126%, superando a média global. Problemas como congestionamentos portuários e falta de equipe qualificada foram apontados no levantamento.
No transporte aéreo, as rotas Ásia-América Latina registraram crescimento de 20% nos volumes transportados em relação a maio de 2025, acompanhado de alta de 27% na média tarifária. A DHL avalia que a expansão da oferta aérea amplia a conectividade regional, embora gargalos persistam em rotas da América do Norte e Europa, com voos para São Paulo, Santiago e Buenos Aires.
Erik Meade, CEO da DHL Global Forwarding para a América Latina, afirmou que empresas que diversificam fontes de suprimento e adotam planejamento antecipado estão mais bem posicionadas para lidar com a volatilidade do mercado. A companhia ressalta que a organização das operações se torna estratégica devido à restrição de capacidade e à tendência de alta das tarifas.

