Um deputado afirmou que o Fundo de Intervenção Agrícola Estatal mentiu ao público e ao parlamento ao alegar que a Comissão Europeia aprovou o procedimento de renovação de subsídios para a Agrofert. O parlamentar disse que a Comissão Europeia não deu qualquer ordem de pagamento e que o conflito de interesses de uma figura política continua sob análise.
O deputado Ivan Bartoš declarou que não houve autorização da Comissão Europeia para o pagamento à Agrofert. Ele afirmou que as alegações de que o subsídio foi aprovado criam a impressão de que o grupo empresarial do primeiro-ministro pode acessar dinheiro público sem consequências, o que resultaria em subsídios indevidos pagos pelos cidadãos.
Segundo o parlamentar, a situação prejudica a confiança dos cidadãos no Estado e representa um uso indevido da autoridade das instituições europeias. Ele explicou que, caso a Comissão Europeia determine que os subsídios foram pagos indevidamente, os contribuintes arcarão com o custo, valores que poderiam ser destinados à habitação acessível.
Em resposta, o grupo Piráti solicitou que o Fundo de Intervenção Agrícola Estatal divulgue toda a comunicação com a Comissão Europeia. O grupo também exige que a República Tcheca suspenda o pagamento de subsídios à Agrofert até que seja comprovado que o país não viola leis tchecas ou europeias.

