Um deputado federal licenciado criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, após a autorização de bloqueio de R$ 119 milhões em bens de um dirigente partidário. A medida, que apura suspeita de indicação de emendas parlamentares, motivou também declarações de outro senador.
O deputado licenciado defendeu o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, após a decisão judicial. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que não recebeu pedidos para destinar emendas parlamentares, dizendo que a indicação de recursos faz parte da atuação de deputados e senadores, independentemente do partido. Ele declarou que transformar a indicação de emendas em crime decorre de uma interpretação “enviesada e política” do direito.
O deputado criticou o ministro Dino, chamando-o de “comunista totalitário” e alegou que o ministro foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao STF para perseguir adversários políticos. A decisão judicial apura a suspeita de que o dirigente foi autor das indicações de 21 emendas parlamentares, apesar de não exercer mandato. O bloqueio totaliza R$ 119 milhões, sendo que R$ 104 milhões já haviam sido pagos.
O senador Flávio Bolsonaro também se manifestou sobre o caso. Ele afirmou ser “lamentável” que a Polícia Federal atue de forma seletiva para constranger um adversário político do governo. Em sua manifestação, o dirigente partidário negou integrar organização criminosa e disse que dirigentes partidários podem participar das discussões sobre a destinação de emendas parlamentares.

