A Polícia Federal investiga um desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul por suposto envolvimento em esquema de venda de sentenças. O magistrado teria adquirido terrenos, imóveis e carros de luxo com dinheiro em espécie, movimentações que a PF classifica como provenientes de desvios funcionais.
A investigação aponta que o magistrado teria alterado o voto em um processo de venda de fazenda avaliada em R$ 4 milhões, após retirar o caso de pauta em duas ocasiões. Além disso, a PF apura o uso frequente de dinheiro vivo na compra de bens de alto valor pelo desembargador.
Segundo a Polícia Federal, entre 2022 e 2024, o magistrado movimentou pelo menos R$ 276 mil em espécie, sendo que R$ 219 mil têm origem desconhecida. Mensagens encontradas em seu celular mostram diálogos sobre a entrega de valores em notas de 200.
A defesa do desembargador sustenta que os recursos utilizados para as aquisições vieram da conta bancária do antigo escritório de advocacia do qual ele fazia parte. Contudo, a PF afirma que os saques foram fracionados para evitar alertas do Coaf, indicando indícios de lavagem de dinheiro e recebimento de vantagem indevida.


