O prazo para adesão ao Desenrola 2.0 foi estendido até 31 de agosto, conforme declarou o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A medida provisória, que permite a renegociação de dívidas bancárias de pessoas físicas, foi prorrogada a pedido dos bancos, que indicaram maior demanda pelo programa.
O programa federal, lançado em maio, permite que participantes obtenham descontos de até 90% em débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. As condições incluem taxa máxima de juros de 1,99% ao mês e prazo de pagamento de até 48 meses.
Segundo o ministro, com a prorrogação, o governo deve alcançar 10 milhões de famílias beneficiadas. Até 23 de julho, o programa renegociou R$ 22 bilhões em dívidas, abrangendo 3,6 milhões de operações. Após os descontos, o volume dessas dívidas caiu para cerca de R$ 4 bilhões.
A lógica do Desenrola visa reduzir o risco de inadimplência para as instituições financeiras, ao mesmo tempo que recupera a capacidade de consumo das famílias. O programa prevê a possibilidade de uso de saldo do FGTS para amortização, mas essa opção tem sido pouco utilizada.

