As ações do Banco Santander Brasil (SANB11) caíram cerca de 21% em 2026, o pior desempenho entre os grandes bancos do país. Enquanto isso, a controladora na Espanha subiu aproximadamente 24%, ampliando a diferença de avaliação para um nível recorde desde a abertura de capital em 2009.
A discrepância entre as avaliações levou analistas a discutir uma possível oferta pública de aquisição. Thiago Batista, analista do UBS BB Investment Bank, disse que não descarta tal oferta ao analisar o histórico de diferença de avaliação entre as duas empresas.
A unidade brasileira enfrenta pressão devido às condições de crédito na América Latina, onde fintechs de baixo custo competem com bancos tradicionais. Segundo o próprio banco, a taxa de inadimplência em 90 dias saltou de 2,8% para 3,3% nos 12 meses encerrados em março.
Em resposta à concorrência, o Santander Brasil reduziu seu quadro de pessoal, demitindo cerca de 6.200 funcionários, ou 11% da equipe no Brasil, nos 12 meses até março. O banco também fechou agências e tentou aumentar a receita com tarifas.
Apesar da atividade de integração de aquisições da matriz, como a do banco britânico TSB, analistas apontam dúvidas sobre a capacidade da unidade local de atingir sua meta de 20% de retorno sobre o patrimônio líquido.

