Jamie Dimon, presidente-executivo do JPMorgan, afirmou nesta terça-feira (14) que o cronograma de sua saída do cargo permanece inalterado. A declaração ocorreu em resposta a questionamentos sobre o plano de sucessão do banco, que tem sido acompanhado após a nomeação de novos executivos.
O plano de sucessão do banco ganhou destaque após a nomeação de Doug Petno e Troy Rohrbaugh como copresidentes no mês passado. A executiva sênior Marianne Lake, considerada uma das principais candidatas ao cargo, anunciou sua aposentadoria. Dimon declarou aos analistas que o conselho decidiu prosseguir com a nomeação dos dois copresidentes, visando prepará-los para assumir mais responsabilidades na instituição.
Na recente reestruturação, Rohrbaugh assumiu a presidência-executiva da área de serviços bancários para consumidores e comunidades, substituindo Lake. O JPMorgan concedeu bônus de retenção de US$ 30 milhões para Petno e Rohrbaugh, e US$ 20 milhões para a diretora de operações Jennifer Piepszak e a presidente-executiva de gestão de ativos e patrimônio Mary Erdoes.
Dimon listou qualidades desejadas em seu sucessor, citando a necessidade de ser analítico, detalhista, ter coração e ética de trabalho. Ele comentou que a experiência em toda a empresa é importante, alertando que a chegada de alguém exclusivo do banco de investimentos pode afetar o restante da instituição.

