A Diocese de Campina Grande afastou o diácono Antônio Lisboa Leitão de Souza de todas as atividades e suspendeu seu ministério em 15 de julho. A medida se deu após a repercussão de um processo administrativo de assédio sexual que culminou na demissão do religioso pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).
A instituição religiosa informou que tomou conhecimento da penalidade publicada pelo Ministério da Educação (MEC) no Diário Oficial da União. Segundo a Diocese, o afastamento visa apurar os fatos conforme prevê o Direito Canônico, reafirmando o compromisso com a justiça.
O diácono, que foi ordenado em 2015, também atuava como professor na UFCG. Em 14 de julho, o MEC determinou sua demissão após um processo disciplinar que apontou o uso do cargo para cometer irregularidades de conotação sexual e assédio moral contra estudantes.
A defesa do religioso alegou perplexidade com a decisão do MEC e afirmou que recorrerá ao Judiciário, sustentando que ele foi absolvido em processo criminal anterior relacionado aos mesmos fatos. A Comissão Permanente de Processo Administrativo Disciplinar (CPPAD) da UFCG informou que o procedimento segue sob sigilo.

