A América Latina registra uma onda de vitórias de políticos de direita, elevando o número de chefes de Estado com viés à direita para 12. Esse cenário se consolida em meio a preocupações crescentes com a segurança pública na região.
A ascensão da direita latino-americana é impulsionada pela ampla reivindicação popular por maior eficácia no combate à criminalidade. A segurança pública figura entre as maiores preocupações dos cidadãos do continente, especialmente após aumentos de violência e extorsão em países como Equador e Peru.
Segundo a professora de relações internacionais Regiane Bressan, da Universidade Federal de São Paulo, a violência é um sintoma de um problema estrutural, como pobreza e desigualdade, que os governos de esquerda não resolveram. Ela declarou que os governos majoritariamente de direita estão focados na segurança devido a essa situação.
A pesquisa regional Latinobarómetro aponta que as mudanças políticas começaram em 2020, quando os latino-americanos passaram a se classificar mais à direita. A diretora da Latinobarómetro, Marta Lagos, vincula esse movimento à pandemia de coronavírus, que gerou uma queda de expectativas e demanda por soluções drásticas.


