Presidenciáveis do campo da direita estão recrutando conselheiros entre economistas liberais para elaborar planos de governo que se opõem à política econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A articulação ocorre com a proximidade das convenções partidárias, visando criticar a expansão de despesas e o aumento da dívida pública.
A estratégia envolve a reunião de nomes ligados ao antigo Ministério da Economia e outros especialistas do mercado financeiro. O foco comum é contestar a política fiscal do governo atual, defendendo maior participação do setor privado na economia. Conselheiros, como os chamados “ex-Guedes”, e economistas com experiência em outros governos, participam das discussões.
No caso do senador Flávio Bolsonaro (PL), a equipe econômica é liderada pela empresária Daniella Marques, apontada como atual influenciadora do grupo. Segundo Marques, o objetivo é apresentar um projeto técnico com três pilares: mobilidade social, reformas macro e microrreformas de setores estratégicos. O senador convidou o ex-deputado federal Eduardo Cury (PL) para auxiliar na definição das propostas.
Outros nomes atuantes incluem Romeu Zema (Novo), que conta com a participação de economistas como Fernando Henrique Cardoso. Marcos Troyjo, ex-secretário especial de Assuntos Internacionais, mantém conversas com as campanhas de Flávio, Caiado e Zema, buscando contribuir com ideias para o país.

