O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (3) que a corporação conduz todas as investigações com critérios técnicos iguais, independentemente de quem seja o investigado. A declaração ocorreu em resposta a questionamentos sobre apurações de grande repercussão, como a que envolve um parente do presidente.
Rodrigues utilizou o caso para defender a atuação da instituição, rejeitando a tese de que pessoas ligadas ao governo recebam tratamento diferenciado. Segundo ele, medidas adotadas no inquérito demonstram a autonomia da Polícia Federal. “Você fala de uma pessoa que teve os sigilos quebrados, o que corrobora e ratifica o que eu estou dizendo sobre a isenção e imparcialidade da instituição, que não protege e que não persegue ninguém e que vai seguir a investigação até o seu final”, declarou o diretor.
O diretor-geral explicou que todas as apurações seguem parâmetros legais e que a evolução de cada caso depende da produção de provas e das decisões das equipes responsáveis. “O tratamento que se dá a todos os casos é um tratamento legal dentro da autonomia que a equipe da investigação tem, é dentro da responsabilidade funcional e dentro da busca de excelência de provas”, afirmou Rodrigues.
Rodrigues também respondeu críticas sobre a demora em investigações complexas, atribuídas à falta de efetivo ou ao calendário eleitoral. Ele disse que é incorreto afirmar que a Polícia Federal deixa de priorizar casos por razões políticas. “É uma inverdade que a Polícia Federal não consegue concluir pela escassez de recursos humanos, com a sugestão de que isso está sendo direcionado e não priorizado pensando em processo eleitoral”, comentou o diretor.

