Integrantes da direção da ONG RioSolidário ocuparam cargos comissionados na Secretaria da Casa Civil do governo estadual. A situação foi identificada após a Controladoria-Geral do Estado apontar que diversos órgãos públicos possuíam comissionados sem atividade. Os ex-diretores foram exonerados após serem incluídos em lista de alta criticidade.
A ONG RioSolidário, criada em 1995, atua na promoção da inclusão social no Rio de Janeiro. Contudo, verificou-se que ex-diretores da instituição também possuíam cargos na Casa Civil. Um dos casos envolveu o ex-diretor financeiro, que recebia R$ 13 mil brutos por um cargo de assessor, enquanto gerenciava projetos da ONG. A entidade recebeu quase R$ 6 milhões em convênios estaduais em 2025.
A falta de acesso dos ex-diretores aos sistemas eletrônicos do governo gerou alertas internos. O estatuto da ONG prevê que seus cargos não são remunerados, mas juristas criticam a relação entre o setor privado e o público. Especialistas afirmam que essa mistura pode configurar ato de improbidade administrativa.
A entidade confirmou que os diretores eram nomeados na Casa Civil e exerciam funções regularmente. No entanto, a atual diretoria da ONG encontra-se vaga, após a renúncia da então presidente, que foi transferida para outra secretaria estadual.

