Uma disputa judicial por uma mansão de luxo em Angra dos Reis, avaliada em cerca de R$ 10 milhões, voltou a repercutir nesta semana. O caso envolve o atacante Richarlison e o senador Flávio Bolsonaro, que foi incluído como testemunha após visitar o imóvel. O jogador afirmou ter perdido a propriedade após o investimento.
A ação judicial, iniciada há quase seis anos, ganhou destaque após Richarlison comentar em rede social que perdeu o imóvel. O jogador declarou: “Realmente gastei em torno de 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana”. A discussão central do processo gira em torno da diferença entre posse e propriedade do bem.
A disputa começou em 2020, quando a Sport 70, empresa ligada ao atleta, adquiriu a mansão. Posteriormente, empresas ligadas a Willer Tomaz apresentaram reivindicações baseadas em antigos direitos de ocupação. Em 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão favorável ao grupo ligado a Tomaz.
O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do caso, explicou que o recurso exigiria reexaminar provas e cláusulas contratuais já analisadas. Ele decidiu que “não há como afastar a incidência das Súmulas 5 e 7 do STJ, visto que o acolhimento da pretensão recursal demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos e a interpretação de cláusula contratual, procedimentos inviáveis ante a natureza excepcional da via eleita”.

