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Economia

Dívida familiar brasileira resiste a política monetária, diz presidente do BC

Carla Fernandes
Última atualização: 24 de julho de 2026 14:40
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que uma parcela significativa do endividamento das famílias brasileiras não é sensível às decisões de política monetária. Ele explicou que o aumento do uso de cartões de crédito, potencializado pelo Pix, moldou um perfil de consumo menos reativo aos juros básicos.

Galípolo, em painel na Expert XP 2026, detalhou que a pandemia de covid-19 atuou como catalisador de mudanças no consumo global, elevando a utilização de cartões de crédito. Essa tendência foi reforçada pela inclusão financeira promovida pelo Pix e pela bancarização das fintechs, levando o cidadão a migrar para um crédito de qualidade inferior.

Para ilustrar a baixa sensibilidade, o presidente do Banco Central comparou o juro do cartão de crédito rotativo, que atinge 15% ao mês (aproximadamente 400% ao ano), com a taxa básica de juros, fixada em 14,25% ao ano. Ele mencionou que essa dinâmica gera uma cadeia de crédito envolvendo 100 milhões de pessoas.

Segundo Galípolo, 60 milhões utilizam o cartão à vista para pagamento posterior ou parcelam sem juros. Contudo, os 40 milhões restantes não quitam o valor integral, incorrendo nos juros de 15% ao mês, o que sustenta o ciclo de endividamento.

TAGGED:Banco Centralcartao-creditoendividamento-familiarInflaçãoPixPolítica monetária
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