A dívida pública brasileira deve atingir 96,5% do Produto Interno Bruto (PIB) ao final de 2026, conforme projeções do Instituto Teotônio Vilela. O endividamento bruto saltará de 83,9% do PIB em 2022, um avanço de 12,6 pontos percentuais. Os dados, baseados em projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), indicam que o país se aproxima de níveis observados em crises fiscais anteriores.
O crescimento do endividamento coloca o Brasil como a segunda nação do G20 com maior expansão da dívida pública no período, ficando atrás apenas da China. O desempenho brasileiro é considerado pior que o de outras economias emergentes, como África do Sul e México, que conseguiram conter melhor a expansão do endividamento.
As projeções do FMI indicam que a trajetória de alta deve persistir. A dívida pode avançar de 96,5% para 105,5% do PIB até o fim da próxima gestão presidencial. Além disso, a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado prevê déficits primários permanentes e projeta que o endividamento bruto possa chegar a 102% do PIB em 2032.
As metodologias de cálculo variam entre os órgãos. Enquanto o FMI considera todos os passivos do governo geral, o Banco Central exclui certos ativos e passivos. A IFI aponta que seria necessário um superávit primário de 2,1% do PIB anualmente para estabilizar a relação entre dívida e PIB, apesar de possíveis ganhos de eficiência na economia.

