O dólar fechou abaixo de R$ 5,09 nesta segunda-feira, 20, registrando queda de 0,42% e desvalorizando-se frente a moedas emergentes. A tendência foi guiada pela confirmação de mediadores iranianos para reduzir tensões com Washington, apesar do endurecimento de tom do presidente dos Estados Unidos.
A desvalorização da divisa americana ocorreu em meio a fatores de apoio, como os juros elevados no Brasil, que beneficiam operações de carry trade, e a valorização do petróleo, que melhora os termos de troca do país. O dólar à vista fechou em R$ 5,0896, enquanto o futuro para agosto recuava 0,50%, a R$ 5,1045, por volta das 17h.
Segundo o gerente da Tesouraria do Daycoval, a queda se deu pelo “enfraquecimento do dólar principalmente contra pares emergentes, justamente pela reação à não escalada das tensões”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que “o fato de mediadores estarem atuando e tentando evitar uma escalada das tensões é real”.
No mercado de ações, o Ibovespa encerrou em baixa, recuando 0,20%, para 173.371,35 pontos. A queda foi influenciada pelas perdas da Vale, enquanto o avanço do petróleo Brent para US$ 89,22 favoreceu ações como a da Petrobras. O especialista em câmbio da One Investimentos comentou que o real é favorecido pela condição de exportador líquido de petróleo.
Apesar da melhora no cenário geopolítico, o mercado de juros futuros demonstrou cautela. A curva de juros terminou em discreta alta, pressionada pela perspectiva de tensões no Oriente Médio e pela incerteza fiscal brasileira, que mantém a dívida próxima a 80% do PIB, segundo o gerente de Tesouraria do Daycoval.

