O dólar fechou a sexta-feira (17) em alta de 0,25%, cotado a R$ 5,11, após atingir a máxima de R$ 5,13. O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,06%, aos 173.714 pontos, enquanto investidores monitoram os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos e a instabilidade no Oriente Médio.
A moeda americana acumulou leve queda de 0,05% na semana, mas a desvalorização frente ao real no ano alcança 6,88%. O mercado reagiu à avaliação dos impactos das novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre bens brasileiros, com vigência a partir de 22 de julho, conforme decisão baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Além da sobretaxa, o governo brasileiro reconhece que os EUA podem aplicar uma tarifa extra de 12,5%, alegando falhas na fiscalização de mercadorias feitas com trabalho forçado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ministros na quinta-feira (16) para discutir a resposta governamental às medidas de Washington, que afetam o comércio bilateral.
A tensão geopolítica também influenciou os preços das commodities. O conflito no Oriente Médio, após ataques do Irã a bases americanas, elevou preocupações com o abastecimento global de petróleo. O barril Brent, referência internacional, subiu 4,59% e fechou cotado a US$ 88,10, enquanto o WTI avançou 4,48% para US$ 82,49.

