A Copa do Mundo de 2026 reforça uma tendência histórica do futebol, com as quatro seleções semifinalistas — Espanha, França, Inglaterra e Argentina — ocupando as quatro primeiras posições do ranking da FIFA. Nenhuma seleção de fora da Europa ou da América do Sul jamais conquistou o torneio em 22 edições.
O feito simboliza um domínio que atravessa décadas. Apenas oito países levantaram o troféu: Brasil, Alemanha, Itália, Argentina, França, Uruguai, Inglaterra e Espanha. Além disso, somente 13 seleções chegaram a uma final, todas pertencentes aos dois continentes. A principal explicação reside na tradição e na estrutura construída ao longo de mais de um século.
As grandes potências desenvolveram sistemas sólidos de formação de atletas e ligas nacionais competitivas. Um fator decisivo é o ambiente competitivo: a maioria dos jogadores das principais seleções atua regularmente na Liga dos Campeões e nas cinco grandes ligas da Europa. Os quatro semifinalistas de 2026, por exemplo, somam 71 jogadores vinculados a clubes da Champions League, contra apenas 20 de Noruega, Suíça e Marrocos.
A experiência em grandes decisões também pesa. As seleções tradicionais convivem há décadas com finais de torneios continentais e Copas do Mundo, o que ajuda a controlar a pressão em momentos decisivos. A ampliação da Copa para 48 participantes aumenta as oportunidades para países emergentes acumularem experiência em grandes competições.

