A economia espacial deve atingir 1 trilhão de dólares até meados dos anos 2030 ou 2040, projeta a analista Allison Nathan, da Goldman Sachs. O setor, avaliado em cerca de 625 bilhões de dólares hoje, já possui aplicações comerciais reais, como o Starlink e imagens de observação da Terra, e a transição para o domínio privado é um fator chave.
Segundo Nathan, o crescimento do setor é impulsionado pela queda nos custos de lançamento. Ela afirmou que, enquanto há uma visão de futuro que inclui bases lunares e a humanidade multiplanetária, a estrutura atual é dominada por empresas comerciais. Nathan declarou que, enquanto há uma geração, 80% do mercado era movido pelo governo, hoje esse percentual é de empresas privadas, o que gera um efeito de atração de investimentos.
O tema já aparece em relatórios de lucros e orçamentos de defesa. O ETF Procure Space, por exemplo, detém 47 posições em comunicações por satélite, lançamento e observação da Terra. A AST SpaceMobile reportou um salto de 1.952% na receita no primeiro trimestre de 2026, chegando a 14,73 milhões de dólares. A empresa mantém o alvo de colocar cerca de 45 satélites BlueBird em órbita até o fim do ano.
No segmento de lançamento e defesa, a Firefly Aerospace registrou receita de 80,88 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 44,8% ano a ano. A empresa também confirmou seu plano de receita para 2026, que varia entre 420 milhões e 450 milhões de dólares. Nathan indicou que a redução do custo por quilo é a variável central para expandir o mercado de operadores de satélite.

