Economista Gabriel Barros, da ARX Investimentos, declarou que a condução da política fiscal brasileira está incorreta e que o país corre risco de recessão. Segundo Barros, é necessário um choque ou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para reequilibrar as contas públicas.
Barros avaliou que os erros na gestão fiscal são visíveis e que a situação é insustentável matematicamente. Ele comparou o cenário ao ‘Titanic indo em direção ao iceberg’, prevendo um ‘fiscal cliff’ se as falhas não forem corrigidas. Para estabilizar a dívida pública, que se aproxima de 85% do PIB, o economista estima a necessidade de um superávit de cerca de 4 pontos percentuais, o que representa aproximadamente R$ 500 bilhões.
O analista afirmou que os ajustes propostos até o momento são insuficientes. Ele argumentou que a redução do teto de crescimento de 2,5% para 1,5% não resolve o problema, que exige uma PEC para endereçar vinculações em áreas como saúde e educação, além de revisar sobreposições em programas sociais.
Bruno Funchal, CEO do Bradesco Asset Management, comentou que o desenho do arcabouço fiscal é moderno, mas o obstáculo reside na falta de vontade política para seu cumprimento. Funchal declarou que o descumprimento prático do limite de despesas anula a credibilidade, elevando o prêmio de risco e mantendo os juros em patamares restritivos.

