O Brasil enfrentará inflação alta e crescimento menor em 2027, prevê o diretor de Investimentos e Novos Negócios da Pilar Capital, Cassio Viana, ao analisar o Relatório Focus do Banco Central. O documento elevou a projeção de inflação para 4,22% e reduziu a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto para 1,6%.
Viana afirmou que o mercado aponta para um horizonte de 2027 marcado por maior fricção e desafios estruturais, independentemente de quem vencer as eleições. Segundo o economista, a economia deve apresentar menor crescimento esperado, mas sem alívio claro na inflação.
O cenário atual reduz a possibilidade de uma desaceleração que leve os preços de volta à meta definida pelo Conselho Monetário Nacional em curto prazo. O preço do petróleo e a expansão do crédito são citados como riscos inflacionários. Viana explicou que o principal risco para 2027 não é uma freada abrupta da atividade, mas sim uma perda gradual de fôlego.
Os efeitos dos juros altos, da restrição ao crédito e da redução do impulso fiscal devem atingir a economia de forma gradual, diminuindo o ritmo de crescimento, conforme a avaliação do especialista.

