Editoras e um escritor americano entraram com uma ação em um tribunal federal de Nova York contra o Google. O processo alega que a companhia utilizou milhões de livros protegidos por direitos autorais sem autorização para aprimorar os modelos de inteligência artificial Gemini.
As editoras Hachette Book Group, Cengage Learning e Elsevier, juntamente com o escritor Scott Turow, apresentaram a denúncia. Segundo os autores, o Google usou obras literárias sem obter permissão dos detentores dos direitos e não efetuou pagamentos pelo conteúdo. As editoras solicitam indenização e uma ordem judicial que proíba o uso contínuo dos livros no treinamento dos sistemas de IA, além da destruição de cópias não autorizadas.
O litígio cita obras como “A Quinta Estação”, de N. K. Jemisin, e “Quem Poderia Ser a Esta Hora?”, de Lemony Snicket, como exemplos de materiais utilizados indevidamente. As editoras argumentam que as permissões concedidas para plataformas como Google Books não abrangiam o uso dos conteúdos para treinar produtos comerciais de inteligência artificial.
O processo reforça o debate sobre o equilíbrio entre o avanço da inteligência artificial e a proteção da propriedade intelectual. As editoras alegam que ferramentas capazes de gerar textos similares a obras existentes podem diminuir o valor comercial dos conteúdos originais. O Google ainda não havia emitido resposta pública sobre o caso.

