Fornecedores do Mediterrâneo Oriental, como o Egito, estão ampliando presença na América Latina, suprindo lacunas de produção brasileira em alimentos. O país figura como grande exportador mundial de laranjas e um fornecedor chave de tâmaras, uva e hortaliças congeladas.
O setor de alimentos brasileiro importa produtos que a produção nacional não cobre, seja por ausência de cultivo ou descompasso de calendário. O Egito preenche essa margem, sendo o maior exportador mundial de laranjas e um fornecedor relevante de uva, manga e hortaliças congeladas. As exportações agrícolas egípcias registraram números recordes em 2025, impulsionadas pela demanda de mercados europeus, do Golfo e africanos.
Um caso notório é o das tâmaras, fruta que o Brasil não cultiva em escala comercial. A demanda interna cresce devido ao consumo em datas festivas e à expansão do mercado de alimentos naturais. Outro ponto é o segmento de congelados IQF, onde a indústria necessita de volume constante e previsível, uma condição que a sazonalidade da fruta fresca não oferece.
O descompasso de safras também favorece a entrada egípcia. A temporada agrícola egípcia opera em contraciclo ao hemisfério sul, permitindo que o fornecimento cubra janelas de escassez ou encarecimento no mercado local. Empresas como a Gaara Export oferecem portfólio diversificado, incluindo tâmaras Barhi, uvas e diversas variedades de manga e congelados.

