O Einstein Hospital Israelita integrará dados de saúde de instituições globais para avaliar tratamentos de câncer de pâncreas e sepse, além de validar um algoritmo de inteligência artificial (IA) para medição óssea. A iniciativa faz parte da Mayo Clinic Platform_Connect e abrange mais de 15 milhões de pacientes de sete países.
A plataforma conecta diversas instituições, como a University Health Network, do Canadá, e a Mayo Clinic, dos Estados Unidos, permitindo o acesso anonimizado a prontuários eletrônicos e dados genômicos. John Halamka, presidente da Mayo Clinic Platform, afirmou que o objetivo é construir tecnologias de IA para que pacientes recebam o melhor cuidado nos estágios mais iniciais possíveis.
Sidney Klajner, presidente do Einstein, explicou que, no caso do câncer de pâncreas, a análise visa responder se a quimioterapia deve preceder a cirurgia, dada a alta letalidade da doença, cuja taxa de sobrevida em cinco anos é de cerca de 13%, segundo a Sociedade Americana do Câncer. A IA desenvolvida pela Mayo Clinic consegue identificar a doença até três anos antes do que o olho humano consegue detectar em imagens.
O segundo projeto foca na sepse, uma reação inflamatória sistêmica a infecção, onde não há consenso sobre o uso de corticosteroides. A análise dos dados da plataforma busca definir a melhor estratégia de tratamento. O terceiro projeto, IA Scan, utiliza IA para aumentar a acurácia na análise de medidas ósseas em casos ortopédicos.

