As variações climáticas extremas causadas pelo El Niño elevam o risco de crises de saúde pública no Brasil em 2026. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou que secas, chuvas intensas e calor extremo podem desencadear doenças como dengue, zika e malária.
O relatório da Opas, ligado às Nações Unidas, aponta o Brasil com risco médio de crise de saúde pública em 2026. Os impactos incluem o aumento de doenças infecciosas e internações por problemas respiratórios e cardiovasculares, especialmente em crianças e idosos, devido à fumaça de incêndios florestais na Amazônia e Pantanal.
No continente americano, o risco muito alto abrange arboviroses, doenças transmitidas pela água, como cólera e leptospirose, e desnutrição por perda de safras. O calor extremo é citado como a maior causa de mortalidade relacionada ao clima, afetando grupos vulneráveis.
Para mitigar os riscos, a Opas recomenda reforçar a vigilância epidemiológica e as campanhas de vacinação. Também sugere que hospitais revisem planos de contingência para proteger equipamentos e manter o fornecimento de água e energia durante emergências climáticas.

