As emissões de debêntures, títulos de renda fixa emitidos por empresas, registraram o menor volume desde 2023 no primeiro semestre de 2026. Os títulos somaram R$ 169,8 bilhões, o que representa uma queda de 12,1% em comparação com o mesmo período de 2025, segundo a Anbima.
Apesar do recuo nas debêntures, o mercado de capitais brasileiro alcançou um volume recorde de captações no semestre. As captações totais chegaram a R$ 361,8 bilhões, marcando o melhor resultado para o primeiro semestre na série histórica da Anbima, iniciada em 2012. O crescimento geral foi de 9,8% sobre o período de 2025.
Enquanto as debêntures diminuíram, os títulos híbridos apresentaram forte avanço. Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) e Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) somaram R$ 39,5 bilhões e R$ 8,3 bilhões em emissões, respectivamente. Isso representa um crescimento de 103,9% e 288,3% em relação ao primeiro semestre de 2025.
No mercado secundário, o volume negociado de debêntures cresceu 20,6%, atingindo R$ 494,6 bilhões no semestre, conforme dados da Anbima. Além disso, a renda variável voltou a ganhar tração, com o volume total de IPOs e follow-ons superando em 62,5% o registrado em 2025.

