Um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador está no centro de suspeitas envolvendo o senador Jaques Wagner. A Polícia Federal aponta que o imóvel, administrado por uma empresa ligada a um ex-metalúrgico, foi destinado ao parlamentar como “vantagem indevida” em troca de atuação política no Congresso.
As suspeitas recaem sobre a Epitome S.A., consultoria de gestão empresarial responsável pela transação imobiliária, que não foi concluída. A empresa tem Luiz Antônio Lombardi como representante. A PF aponta Lombardi como “pessoa interposta” no negócio, ou seja, alguém que atuava para esconder o verdadeiro dono do bem.
Lombardi, ex-metalúrgico, deixou oficinas mecânicas em São Paulo para se tornar executivo em empresas com capital social de R$ 56 milhões. Ele é amigo de infância de Daniel Monteiro, indicado nas investigações como “operador técnico e estrutural” do escândalo do Banco Master e responsável por ocultar patrimônio.
O senador Wagner admitiu em entrevistas ter pedido o imóvel a Augusto Lima, mas disse que não houve contrapartida política. A defesa do parlamentar afirmou que “não fará novas manifestações sobre temas que envolvam este procedimento”. A defesa de Lima, por sua vez, declarou que “ele jamais adquiriu o imóvel mencionado e não possui participação nas empresas apontadas como supostas compradoras na negociação”.

